O Movimento reivindicatório de 2001 teve como característica não só o estado de necessidade financeira, mas também a luta pelo respeito à dignidade do policial, através da mudança do estatuto e regulamento policial militar, bem como, provocar o debate na sociedade sobre a importância dessa classe de trabalhadores perante a mesma. Tendo como ponto principal a desmilitarização e unificação das policias, reajuste salarial e outros direitos trabalhistas.
O movimento inicialmente tinha sido articulado pelo Ten Eventon, Sgt. Isidorio e posteriormente ganhou apoio da CUT. PT, PCdoB, PSB e PDT. Os dois militares foram logo presos por convocarem uma assembléia para o dia 05 de julho de 2001,assim como 68 policiais militares que participaram de uma assembléia realizada no mês de maio foram demitidos da corporação sumariamente. Motivo pelo qual levou o 8º BPM, juntamente com a Operação Gêmeos e 5º BPM e deflagarem o aquartelamento.
Os parlamentares dos partidos citados apoiaram o movimento e participaram de varias reuniões com o comando de greve e o comando geral, participaram do apoio logístico e articularam a intervenção do Bispo Don Geraldo Magella, bem como intercederam junto ao General Edson de Sá Rocha Para evitar a invasão das unidades aquarteladas No oitavo dia de aquartelamento em negociação com o Cmt. Geral e a oposição ficaram acordadas a liberação do Sgt. Isidorio e do Ten Everton pelo Comando e a readmissão dos 68 demitidos. Em contrapartida o Comando de Greve colocaria 30% do Policiamento na rua, a partir daí iniciou-se a negociação da pauta de reivindicação.
No período do movimento ocorreram 68 mortes e vários arrastões deixando a cidade em estado de calamidade o que justificou a intervenção do Exercido Brasileiro.
O movimento terminou com alguns pontos da pauta atendidos e com a categoria com a alta estima mais elevada, pois nunca na historia da Bahia tinham tido a coragem de lutar pelos seus direitos durante tanto tempo. Porém sem a conquista de um dos principais pontos da pauta, a elevação do salário do soldado para R$ 1.200,00. Então foi dado um prazo ao governo até o Carnaval, caso contraria o movimento seria retomado.
A participação dos parlamentares de oposição foi até o fim do movimento de 2001 é muito importante, pois foi através deles que se articulou a abertura de um canal de negociação, mas esses mesmos parlamentares abandonaram a categoria na tentativa do segundo aquartelamento no dia 08 de janeiro de 2002, para fazer cumprir a elevação do salário de R$1.200,00, pois eles tinham receio de o movimento influenciar negativamente na eleição do Presidente Lula. Com isso, o movimento cuminou com a prisão e demissão de 25 policiais militares, que a partir daí ficaram jogados a própria sorte.
E a luta continua!

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